Como toda garota-classe-média-da-zona-oeste-paulistana, fiz análise. Sim, meus senhores, é a mais pura verdade. Foram alguns milhares de reais jogados diretamente na conta dessas mulheres simpáticas, às quais a gente sempre atribui um certo conhecimento profundo da vida, mas que na verdade são gente como a gente.
Uma vez encontrei minha analista no cinema, em pleno sábado à noite, com um grupo de amigos. Fiquei arrasada! Ela não pode ter uma vida normal! EU sou normal, EU é que tinha escolhido ir ao cinema! Naquela hora ela tinha que estar em casa refletindo sobre como me ajudar a mudar a MINHA vida!
Desde que vim pra Londres, no entanto, tive que abrir mão desse luxo. Só que quem disse que os problemas acabaram??
Enfim, na ausência da ajuda profissional, resolvi me consolar com a desgraça alheia. Afinal nada como um Katrina, um tsunami, um atentadozinho pra gente perceber que a vida da gente é uma maravilha.
Quando vim trabalhar na BBC, fiz uma espécie de curso para aprender sobre os equipamentos, guidelines etc.. No meu grupo tinha uma jornalista que foi seqüestrada durante o conflito na Macedônia. Outro cara, da Somália, com seus 50 anos nunca tinha trabalhado com um computador na vida. E o máximo de hard time que o jornalismo já me deu foi ficar plantada um dia inteiro na frente do hotel onde estava o Bon Jovi em SP, para ver se ia acontecer alguma coisa!! Ou seja, no papel eu deveria me considerar uma pessoa feliz.
Uma vez encontrei minha analista no cinema, em pleno sábado à noite, com um grupo de amigos. Fiquei arrasada! Ela não pode ter uma vida normal! EU sou normal, EU é que tinha escolhido ir ao cinema! Naquela hora ela tinha que estar em casa refletindo sobre como me ajudar a mudar a MINHA vida!
Desde que vim pra Londres, no entanto, tive que abrir mão desse luxo. Só que quem disse que os problemas acabaram??
Enfim, na ausência da ajuda profissional, resolvi me consolar com a desgraça alheia. Afinal nada como um Katrina, um tsunami, um atentadozinho pra gente perceber que a vida da gente é uma maravilha.
Quando vim trabalhar na BBC, fiz uma espécie de curso para aprender sobre os equipamentos, guidelines etc.. No meu grupo tinha uma jornalista que foi seqüestrada durante o conflito na Macedônia. Outro cara, da Somália, com seus 50 anos nunca tinha trabalhado com um computador na vida. E o máximo de hard time que o jornalismo já me deu foi ficar plantada um dia inteiro na frente do hotel onde estava o Bon Jovi em SP, para ver se ia acontecer alguma coisa!! Ou seja, no papel eu deveria me considerar uma pessoa feliz.

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