Urbana Inserida

Diário não diário de uma paulistana morando em Londres

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma possível volta?

Esse blog andou parado tempo demais. Tempo suficiente para eu mudar de casa duas vezes e para eu mudar minha vida radicalmente a partir do nascimento do meu filho, Vicente.

Ser uma urbana inserida com filho é praticamente impossível. O tempo não dá, a grana não dá. Mas a cabeça ainda roda a milhão e eu acho que de vez em quando eu tenho que escrever.

Vamos ver se o entusiasmo sobrevive.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

A vida fica sempre um pouco mais complicada sem a companhia diaria de Beatricola, Olaya, Pati Jay, Kets, Katia M., Cecils, Yellow, Bruno Garcez, Mariana, Flavete, Ivanzinho, Jefito, Tete, Marcelitou.

domingo, 16 de outubro de 2005

A maioria das coisas que eu escrevo aqui vêm de pensamentos que eu tenho quando ando da minha casa para o trabalho ou do trabalho para casa.
São uns 15 minutos de caminhada. Ou melhor, uns 750 passos, que contei no ano passado quando saiu o "Super Size Me" e o McDonald's resolveu distribuir "podômetros" para quem comprasse o McHealthWhatever. Segundo minhas amigas Cuca e Cláudia Silva, a dose recomendada por dia para uma pessoa se manter saudável é, acho, de 10 mil. (Depois olho no Google para confirmar).
Mas, bom, o negócio é que enquanto cumpro o trajeto, vou reparando no povo!
Yes, os ingleses, que povo tão bonito!
Tantas vezes me inspirei a sentar no computador e dissertar sobre os Frapuccinos do Starbuck's como acessório obrigatório do Verão 2005; das inglesinhas descalças que são pegas pela chuva no meio de um dia que prometia ser ensolarado e que são obrigadas a tirar os chinelinhos de miçangas para poder andar mais rápido e conseguir acompanhar o namorado, que é quem na verdade leva sempre o guarda-chuva; da invasão em massa dos iPods Shuffle, melhor conhecidos como iPobres...
O problema é que no fim da minha caminhada, numa ponta ou noutra, sempre tem alguma coisa que me impede de "blogar". Ou é o trabalho em si, que não sou paga para divagar quando deveria ser objetiva e contar aos meus ouvintes os importantes acontecimentos mundiais (quanto glamour!). Ou é o meu computador, tadinho, que ultimamente tem funcionado por apenas meia hora, uma vez por semana.
Daí se explica a lentidão deste blog que vos fala.
E nesta semana, se Deus quiser, desembarco para o inferno paulistano do trânsito, da fumaça, das favelas, dos flanelinhas, dos manobristas! Queria dizer para contarem comigo. Mas não posso prometer...

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

A BBC essa semana esta promovendo uma serie de programas com o tema "Who run your world?". Nao sei muito bem no que vai dar, ficou engracado o mural que eles criaram para o pessoal que trabalha na BBC responder.
As melhores respostas:
- a rota (que define a sua funcao e seu horario de trabalho e eh objeto de odio mundial quando a gente tem que trabalhar de madrugada...)
- o cara que controla a Piccadilly Line.
- Kate Bush
E por ai vai.
Eu quase peguei uma caneta para escrever "meus hormonios"!

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Como toda garota-classe-média-da-zona-oeste-paulistana, fiz análise. Sim, meus senhores, é a mais pura verdade. Foram alguns milhares de reais jogados diretamente na conta dessas mulheres simpáticas, às quais a gente sempre atribui um certo conhecimento profundo da vida, mas que na verdade são gente como a gente.
Uma vez encontrei minha analista no cinema, em pleno sábado à noite, com um grupo de amigos. Fiquei arrasada! Ela não pode ter uma vida normal! EU sou normal, EU é que tinha escolhido ir ao cinema! Naquela hora ela tinha que estar em casa refletindo sobre como me ajudar a mudar a MINHA vida!
Desde que vim pra Londres, no entanto, tive que abrir mão desse luxo. Só que quem disse que os problemas acabaram??
Enfim, na ausência da ajuda profissional, resolvi me consolar com a desgraça alheia. Afinal nada como um Katrina, um tsunami, um atentadozinho pra gente perceber que a vida da gente é uma maravilha.
Quando vim trabalhar na BBC, fiz uma espécie de curso para aprender sobre os equipamentos, guidelines etc.. No meu grupo tinha uma jornalista que foi seqüestrada durante o conflito na Macedônia. Outro cara, da Somália, com seus 50 anos nunca tinha trabalhado com um computador na vida. E o máximo de hard time que o jornalismo já me deu foi ficar plantada um dia inteiro na frente do hotel onde estava o Bon Jovi em SP, para ver se ia acontecer alguma coisa!! Ou seja, no papel eu deveria me considerar uma pessoa feliz.
Agora fudeu. Caí na besteira de comentar sobre este Blog com dois dos meus maiores críticos: o Bruno e o Onaias. Eles vão achar isso aqui de uma mediocridade tamanha! Tô me sentindo a garota da capa da Playboy, que sempre diz "ai, estou morrendo de vergonha", mas na verdade quer mais é que todo mundo veja...

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Tenho que dar uma bronca nos meus amigos portugueses: como ninguém nunca me falou de Santarém, a cidade onde está sepultado Pedro Álvares Cabral, a menos de 100 km de Lisboa?!! Se não fosse por ele, eu não estaria neste mundo e vocês não teriam essa amiga maravilhosa que sou! Tive que engolir a vergonha da minha ignorância diante da mocinha do museu local e de um namorado francês que não tem nada a ver com caravelas, Escola de Sagres, Pero Vaz de Caminha, pau-brasil e cia., e que me fez ir parar em Santarém só porque queria ver o rio Tejo de um ponto mais estreito!! Bom, pelo menos a cidade é fofa. Foi uma boa descoberta.

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

OK, admito. Tive uma crise nervosa provocada pelo inserimento urbano exarcebado que é viver em uma cidade que foi atacada por terroristas em um espaço de 15 dias.
Ainda mais eu que sou uma fã inveterada do metrô de Londres! Já fui até em uma exposição em que eles explicavam o conceito do design do mapa do Underground. Meus amigos me ligam quando querem saber como ir de um lugar ao outro...
Bom, passados dois meses, com ótimas férias no meio e um calor fora de época, volto a ter mais disposição para esta página.
(Re) Começo com uma bobagem, enfim, mas é que senti que tenho que escrever isso em algum lugar senão simplesmente esqueço.
Esta semana resolvi usar uns vouchers que eu tinha para aulas grátis de yoga, que na minha opinião, é A atividade física urbana inserida. O lugar é um templo das patricinhas londrinas. Diz que até a Gwyneth Paltrow andou por lá quando estava grávida de uma maçã.
Pois esta semana fiz lá uma aula em que, no final, quando estávamos todos na postura seiláoquêássana a professora leu uma carta escrita por uma pessoa que estaria fazendo 70 anos naquele dia.
Eu não sou propriamente uma colecionadora de frases. Se me pedirem uma citação, só me lembro de duas: uma, do Miró, que só entrou na minha cabeça porque fui ao museu três vezes, em Barcelona: "Conquistar a liberdade é conquistar a simplicidade"; a outra, atribuída à chacrete-vedete Rita Cadillac, rainha dos presidiários, que disse: "Quando eu morrer, me enterrem de bruços que é para meus fãs me reconhecerem".
Enfim, a tal aniversariante escreveu uma coisa engraçada: "Você pode dizer muito sobre uma pessoa pela maneira como ela age em três situações: um dia de chuva, uma mala perdida e luzes de árvore de Natal embaraçadas."
Bom, eu odeeeeeio chuva, fiquei muuuuuito puta quando a TAM perdeu uma mala minha depois de 16 horas de viagem e, pra piorar, nunca tive árvore de Natal na vida!!
Ou seja: sou um lixo de ser humano!! Socorro!!